Fantástico perde ibope e quase metade da audiência em 20 anos

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Tadeu Schmidt e Poliana Abritta em edição do Fantástico exibida em 2019: audiência em queda

Tadeu Schmidt e Poliana Abritta em edição do Fantástico exibida em 2019: audiência em queda

Ainda o programa de maior audiência da televisão brasileira aos domingos, atrás apenas do futebol, o Fantástico perdeu quase metade de seu público desde 2000. É o que aponta um estudo obtido com exclusividade pelo Notícias da TV. No último ano do século 20, o programa marcava 34,3 pontos no Ibope da Grande São Paulo; já em 2019 esse número despencou para 19,3, uma queda de 43,7% em 20 anos.

Considerando a porcentagem de televisores ligados (share), o ano passado foi o pior da história do jornalístico que estreou em 1973: no horário do Fantástico, 29,7% da audiência sintonizou na Globo, bem menos do que os 49,2% de 2000.

O auge da atração neste século foi em 2003, quando era comandada por Pedro Bial e Gloria Maria. Naquele ano, o programa teve 36,3 pontos e atraiu 55,6% das TVs ligadas em média –esse share é semelhante ao que alcançam últimos capítulos de novelas das nove e finais de campeonato de futebol atualmente. Na comparação desse melhor momento do Fantástico com os números de 2019, o recuo foi de 47%.

Ao comparar os dados do início dos anos 2000 com os de agora, é necessário levar em consideração que a TV aberta perdeu parte de sua audiência em proporção de televisores ligados por causa da concorrência com a TV por assinatura, que se tornou mais acessível, principalmente em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas 2019 foi um ano ruim em termos de ibope para o Fantástico também no comparativo com temporadas mais recentes. Os 19,3 pontos de média só não são piores do que os anos de 2013 (19,2) e 2014 (19,0). Ou seja, o dominical teve o seu pior desempenho nos últimos cinco anos.

No PNT (Painel Nacional de Televisão), que mede as audiências nas 15 principais regiões metropolitanas do país, a atração comandada por Tadeu Schmidt e Poliana Abritta caiu de 21,8 pontos em 2018 para 19,4 de média no ano passado.

O ibope foi menor em 13 (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Curitiba, Distrito Federal, Goiânia, Campinas, Belém, Vitória e Manaus) das 15 regiões que compõem o PNT. A maior queda foi no Distrito Federal: de 24,6 para 19,8. Apenas Fortaleza e Florianópolis ficaram de fora da redução.

Veja abaixo a média de audiência e o share (porcentagem de TVs ligadas) do Fantástico nos últimos 20 anos:

Ainda o programa de maior audiência da televisão brasileira aos domingos, atrás apenas do futebol, o Fantástico perdeu quase metade de seu público desde 2000. É o que aponta um estudo obtido com exclusividade pelo Notícias da TV. No último ano do século 20, o programa marcava 34,3 pontos no Ibope da Grande São Paulo; já em 2019 esse número despencou para 19,3, uma queda de 43,7% em 20 anos.

Considerando a porcentagem de televisores ligados (share), o ano passado foi o pior da história do jornalístico que estreou em 1973: no horário do Fantástico, 29,7% da audiência sintonizou na Globo, bem menos do que os 49,2% de 2000.

O auge da atração neste século foi em 2003, quando era comandada por Pedro Bial e Gloria Maria. Naquele ano, o programa teve 36,3 pontos e atraiu 55,6% das TVs ligadas em média –esse share é semelhante ao que alcançam últimos capítulos de novelas das nove e finais de campeonato de futebol atualmente. Na comparação desse melhor momento do Fantástico com os números de 2019, o recuo foi de 47%.

Ao comparar os dados do início dos anos 2000 com os de agora, é necessário levar em consideração que a TV aberta perdeu parte de sua audiência em proporção de televisores ligados por causa da concorrência com a TV por assinatura, que se tornou mais acessível, principalmente em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas 2019 foi um ano ruim em termos de ibope para o Fantástico também no comparativo com temporadas mais recentes. Os 19,3 pontos de média só não são piores do que os anos de 2013 (19,2) e 2014 (19,0). Ou seja, o dominical teve o seu pior desempenho nos últimos cinco anos.

No PNT (Painel Nacional de Televisão), que mede as audiências nas 15 principais regiões metropolitanas do país, a atração comandada por Tadeu Schmidt e Poliana Abritta caiu de 21,8 pontos em 2018 para 19,4 de média no ano passado.

O ibope foi menor em 13 (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Curitiba, Distrito Federal, Goiânia, Campinas, Belém, Vitória e Manaus) das 15 regiões que compõem o PNT. A maior queda foi no Distrito Federal: de 24,6 para 19,8. Apenas Fortaleza e Florianópolis ficaram de fora da redução.

Veja abaixo a média de audiência e o share (porcentagem de TVs ligadas) do Fantástico nos últimos 20 anos:

AUDIÊNCIA DO FANTÁSTICO (2000-2019)

ANO AUDIÊNCIA SHARE
2000     34,3 49,2%
2001     31,1 45,6%
2002     32,6 48,1%
2003     36,3 55,6%
2004     35,8 54,9%
2005     33,0 49,3%
2006     31,7 47,3%
2007     28,2 43,8%
2008     26,3 40,2%
2009     22,6 35,7%
2010     22,1 35,4%
2011     21,0 33,3%
2012    19,7 33,6%
2013    19,2 32,6%
2014    19,0 31,3%
2015    19,8 31,3%
2016    20,1 30,0%
2017    21,7 32,5%
2018    21,4 32,4%
2019   19,3 29,7%